Tempo, abismo voraz, insondável… inescrutável!

TEMPO


Profeta das esferas

Das terras do silêncio

Tua branca e longa barba

Fala-me de um inverno

Que nunca se vai

Penosas eras

Em que tantas lágrimas

foram derramadas

E a escuridão crescente

escondia a profundidade

dos abismos

Qual folha solta ao vento

Esvaziei meus pensamentos

Das incontáveis batalhas

Travadas em meu coração

Suspenso entre o sim e o não

Profeta das esferas

Das terras do silencio

Perdão pelos lamentos

Larguei meu cavalo cansado

E cavalguei no vento

Sentindo o impacto da solidão extrema

Que habita os infinitos

E competi com as estrelas por um pedaço de céu

Disputei com a lua a vigilância da noite

Velei o desassossego dos homens

Sob a frágil tessitura do sonho

Mas, mesmo assim

Havia na cavalgada noturna

Uma dormência latente

Uma estranha ausência de tudo e de todos

E uma inconsolável saudade de mim

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