“As rosas não falam!” (Cartola)

ABSTRAÇÕES
CANETADAS Dr. Loxton
Textos: Virgínia Allan

Quadros
Rascunhos de flores
Resumos de cores
Quadros vitrais
Teatrais
Meio góticos
Um tanto neuróticos
Onde nascem
Rosas
Rosas despetaladas
Rosas desfolhadas
Rosas descombinadas
Rosas sombrias
Rosas de um dia
Rosas que se derretem
Rosas que se despedem
Rosas que desaparecem
Ao toque de um beijo
Ao toque do sol
Rosas avermelhadas
Rosas matizadas
Rosas em tons escuros
E, simplesmente rosas sem cor de rosa
Rosas de um profundo tom de azul
Deep blue!
Conheço a história
De um monge jardineiro
Que perseguia
Noite e dia
Dia e noite
A impossível rosa azul
Ah, a rosa, a rosa…
A rosa que não era cor de rosa
Nem branca
Nem vermelha
Nem amarela
Mas azul…
A rosa azul
Era o mais puro e sincero desejo
De seu coração
Sua consumição
Sua obsessão
Esperava ardentemente
O santo homem
O pobre monge
Que ela desabrochasse
Antes de sua morte
Seu jardim era perfeito
Seu anseio verdadeiro
Porém, ele era velho e cansado
E estava ficando tarde
Seria sua rosa azul um indecifrável mistério?
Uma não atendida oração?
Um ponto de interrogação?
Ele esperava que não…
Meu jardineiro imperfeito
Contenta-se em pintá-las nos quadros
Vitrais
Teatrais
Meio góticos
De um jeito um tanto neurótico
Romanticamente descuidado
Oras,
Não será uma rosa
Apenas um rosa?
As rosas não falam??!!”
Uma rosa
É uma rosa
É uma rosa

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