Dias longos… Longos dias…

Adormeci na varanda fria de uma casa que não era a minha e acordei para uma outra vida.

Dos sonhos sonhados poucos se realizaram, mas, isso é bom, pois significa que tenho sorte, boa sorte…

Tive um amor, alguém que me abrigou em seu peito por algum tempo, porém, ele não suportou a angústia de viver em meio a dejetos e destroços de um mundo corrompido, violento… Nem os acordes das canções arrancadas do seu instrumento tiveram o poder de o consolar, nem o amor foi  maior que a dor.

Todo dia acordo, sozinha, na varanda fria, dessa casa que não é a minha, ergo a vista e só vejo a longevidade dos dias. Olho para trás e revejo a vida de outrora. As lembranças ainda são sombrias e doloridas…

E as horas vão passando com a certeza de eternidade e a tristeza alegre da tarde que logo vira noite…

Verões de luzes, invernos de chuvas tanto faz!

Dias longos… Longos dias!

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