Sob a luz da lua cheia, Curupira vagueia…

Noite comprida, vô…

Quem prega o olho?

Lá longe o que se vê?

O que há de ser?

Luz de vagalume?

Asas de besouro?

Passeio de m’boy tatá?

Cobra de fogo, vô

Veio cá me pegar?

Arre, sossega, piá

É Curupira a vagar, solitário

Na noite de breu

A cabeleira hirta, vermelha,

É a luz que lhe alumeia

Pra que o caminho não erre

Que por susto não se avexe,

Por lá cá não escorregue

Ou ainda, meu netim, a luz é pra evitar

Que o diabim nos pés tortins não tropece, enfim

É hora ingrata, culumim

Pra quem faz assim

Mata a mata à toa, a contar loa

Ai de quem movido a desejo insano

A mata causa grande dano

Uo, uo, uo…

Cuidado caçador

Com o duende vingador

Que não tolera desfaçatez de bicho-gente

    • Francisco
    • 15 outubro, 2010

    Gostei demais!!! Que imagem é essa do curupira então? Muito legal, parabéns!

    • Muito grata, Francisco, pelo comentário assim como a visita, volte quando quiser.

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