Sôbolos rios que vão por Babilónia… (Camões: Redondilhas de Babel e de Sião)

RUMO AO PAÍS DE SIÃO


Achava tão triste àquelas tardes

Em que da minha casa ouvia

A cantilena monótona

Da Ave Maria

Os pássaros passavam em revoada

(Constantes, cantantes revoadas)

Como que em alegre procissão

Enquanto na modesta igrejinha

Prostravam-se as senhorias em confissões

Fundi-me a essas tardes melancólicas

Que impregnaram-me a alma

Com a essência dessa tristeza infinita

Onde, agora, nem o mais doce e puro vinho

Pode alegrar-me a tempo

As cores rapidamente esmaecem

Assim como meus dias

Quisera ainda saber do amor…

Mas, perdi o rumo, o coração

Ao regar com lágrimas de aflição

As rosas secas, desfolhadas

Que crescem ao longo da ignorada, impossível estrada

Que conduz ao país de Sião

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