Assim é ou deveria ser…


O PASSEIO DA FAMILIA II


Quase sempre aos domingos Clarice; tomavam o rumo do rio, que, naquele tempo, era um lugar aprazível cheio de árvores e encanto de pássaros.  As crianças adoravam a água fria e o rasinho do rio, cheio de areia, cuja água transparente, de tão limpa, dava para se ver o fundo.

A mãe, a cara amarrada de preocupação. O pai, uma alegria colorida difícil de saber de onde vinha.

O peixe assado na brasa, o guaraná como já não se faz… mas, criança lá queria saber disso? Queria mesmo era ficar de molho na água fria do rio, brincando com a correnteza fraquinha que as fingia levar para longe. Preocupação nenhuma não, apenas o gosto bom de viver sem ter que mentir ou pensar profundamente sobre isso, já que felicidade, assim elas acreditavam, era um sentimento inerente aos homens, ou se não era, deveria ser…

De noite, no aconchego da cama ou no embalo doce da rede a entrega total ao sono amigo e reparador; outra vez sem a sombra do desassossego e da infelicidade, pois a paz descia sobre a terra e inundava de luz todos os corações, já que a paz; assim elas acreditavam, era um sentimento comum a todos, ou se não era, deveria ser…

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