Silenciosa despedida…

O HÓSPEDE

Agora

O hóspede se foi

Mal se despediu

Não deixou uma carta

Nem um bilhete

Não disse adeus

Não levou nada

Apenas partiu

Saiu de madrugada

Porta afora

Deixou o quarto arrumado

As luzes apagadas

Portas e janelas destrancadas

E ainda um sol paciente

A esperar pelo amigo ausente

Mas a demora era tanta…

O hóspede saiu

E não mais voltou

E assim passaram-se as horas

E assim passaram-se os dias

E assim passaram-se os anos

Dele; nem sombra se via

Por fim, quem ficou acostumou-se

À tristeza de sua ausência

E na conformação do tempo

Sobre a velha hospedaria

Voltou a cair a chuva

Voltou a brilhar o sol

Voltou a despontar a lua

 

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