Mulher Lua

 

Estou presa a uma roda de palavras

Sempre as mesmas, a compor o mesmo enigmático poema

Há um buraquinho no escurinho da noite

Silencioso, tranqüilo

Lá, acomodo-me por um momento

Tentando organizar o pensamento

Fingindo exorcizar o fantasma de tua lembrança!

Conto absurdo, obtuso

Pego um punhado de estrelas

E atrevo-me a enfeitar a lua!

Com gestos teatrais

Reinvento meus dramas

E, entre suspiros profundos

Crio novos mundos

Mas, não bastam-me à essência

E, lentamente, desço os degraus

De retorno à humana condição

O tema que me move

É pura insatisfação!

 

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