Pesa a saudade, onde mora?

 

Calei-me junto com a tarde

As mãos vacilaram na composição enquanto o sol derramava-se por entre as  árvores de meus tempos de criança!

Tem hora que bate-me uma saudade inexplicável

Procuro-te, amor, nesta tarde que lentamente se vai e deita-se sensualmente no divã do crepúsculo; sinto-te no ar e deixo a brisa, leve, perfumada, contar-me uma história!

Crepuscular é também esta saudade!

Ouço a voz de meu pai

Ouço seus passos na escada

A casa, ele há de estranhar, está diferente

Seus olhos sorriem e perdem-se na névoa que brota do sonho

Surgem e vão-se logo todos os meu fantasmas

Um de cada vez

Abro meu coração e lanço a alma em prece aos quatro cantos do meu mundo bipartido!

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